Alexa com IA quer entender contexto e agir cada vez mais por você
Por Redação |

A Alexa chegou ao Brasil em 2019 conhecida principalmente como uma caixa de som inteligente capaz de tocar músicas, responder perguntas e executar comandos simples. Sete anos depois, a Amazon tenta levar a assistente para uma nova fase.
Com a Alexa Plus, a proposta é transformar aquela lógica de comandos mais rígidos em uma conversa mais natural. A nova versão usa inteligência artificial generativa para entender melhor o contexto, manter o assunto entre uma pergunta e outra e personalizar respostas a partir das informações compartilhadas pelo usuário.
Em entrevista ao Podcast Canaltech, Talita Taliberti, country manager de Alexa no Brasil, explica que essa evolução exigiu uma reformulação da arquitetura por trás da assistente.
Segundo a executiva, a Alexa Plus trabalha com mais de 70 modelos de linguagem diferentes. A escolha do modelo depende do tipo de tarefa realizada. Um pedido para criar uma história, por exemplo, exige uma abordagem diferente de um comando para acender uma lâmpada.
Essa diferença também é importante para reduzir erros. Em tarefas criativas, uma resposta ruim pode ser corrigida pelo usuário. Já em uma casa conectada, a precisão se torna mais crítica: ao interpretar que uma sala está escura, a assistente precisa entender que deve acender as luzes e não executar outra ação por engano.
A mudança também aponta para uma Alexa capaz de fazer mais coisas no mundo real. A Amazon já demonstrou, por exemplo, uma integração em desenvolvimento que permitirá pedir um Uber diretamente por voz.
Essa transformação acontece enquanto a casa conectada ganha espaço no Brasil. De acordo com dados apresentados pela Amazon durante a entrevista, 2025 terminou com 29 milhões de dispositivos de casa conectada ativos e integrados à Alexa no país, crescimento de 32% em relação ao ano anterior.
Talita também destaca o impacto da automação para pessoas com deficiência ou limitações físicas, já que comandos por voz podem proporcionar mais autonomia em tarefas cotidianas.
Ao mesmo tempo, uma assistente que aprende preferências, guarda informações e está presente dentro de casa levanta uma questão inevitável: privacidade.
A executiva explica quais controles estão disponíveis para o usuário, incluindo o bloqueio físico de microfone e câmera, além da possibilidade de administrar e apagar históricos de voz.
Para o futuro, a Amazon enxerga uma Alexa cada vez mais proativa. Em vez de esperar sempre por um comando, a ideia é que a assistente consiga entender hábitos e antecipar algumas necessidades sem ultrapassar os limites definidos pelo próprio usuário.
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Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Viviane França, André Magalhães e Danielle Cassita. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Yuri Souza e a arte da capa é de Erick Teixeira.