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Anúncios no ChatGPT podem mudar a publicidade como conhecemos

Por  Redação  | 

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Danilo Berti
Danilo Berti
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A chegada de anúncios ao ChatGPT abre uma nova frente para o mercado de publicidade digital e pode mudar não apenas onde as marcas anunciam, mas a forma como elas tentam entender o consumidor.

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Em entrevista ao Podcast Canaltech, Bruno Belardo, VP regional de Growth para a América Latina da Adlook, explica que a principal mudança está na quantidade de contexto disponível durante uma conversa com uma inteligência artificial.

Até agora, boa parte da publicidade digital tentou descobrir quem é o usuário a partir de informações como interesses, comportamento e histórico de navegação. Com a IA generativa, a lógica pode mudar: mais importante do que saber quem é a pessoa será entender o que ela quer naquele momento.

Uma pessoa pode gostar de carros há anos, por exemplo, mas estar procurando especificamente um financiamento, um seguro ou uma revisão. Para Belardo, compreender essa intenção pode permitir anúncios muito mais relevantes.

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Isso também traz um desafio importante: confiança.

Se o usuário não conseguir distinguir uma resposta da inteligência artificial de um conteúdo patrocinado, a própria credibilidade da plataforma pode ser colocada em risco. Por isso, a expectativa é de que publicidade e respostas continuem claramente separadas.

Durante a conversa, Belardo também discute se anunciar dentro de ferramentas de IA pode custar mais, como equilibrar monetização e experiência do usuário e por que os anúncios podem se tornar menos numerosos, mas muito mais contextualizados.

E a transformação pode ir ainda além.

Na visão do executivo, em alguns anos talvez nem estejamos mais discutindo “anúncios no ChatGPT”. Com o avanço dos agentes de IA, sistemas poderão conversar diretamente com agentes de bancos, companhias aéreas, supermercados e outras empresas para buscar produtos, comparar alternativas e até ajudar a realizar compras.

Nesse cenário, as marcas deixam de disputar apenas a atenção das pessoas e passam a disputar também a recomendação dos agentes de inteligência artificial.

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Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Nathan Vieira, Viviane França e André Magalhães.

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 A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Natália Improta e a arte da capa é de Erick Teixeira.

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