IA física: como os robôs estão aprendendo a agir no mundo real
Por Redação |

A inteligência artificial que muita gente conhece hoje escreve textos, cria imagens, responde perguntas e ajuda em tarefas no computador. Mas uma nova etapa dessa tecnologia começa a ganhar espaço: a IA física, que leva essa capacidade para máquinas capazes de perceber e agir no mundo real.
E isso já começa a mudar a maneira como os robôs trabalham.
Durante uma visita à operação da ABB Robotics em Sorocaba, Fernanda Santos conversou com Adrian Covi, Gerente da Linha de Negócios Industries na ABB Robotics América do Sul, para entender até onde essa evolução já chegou e o que muda quando um robô deixa de apenas repetir movimentos programados.
Um dos exemplos apresentados por Covi é o de robôs usados na separação de produtos em centros de distribuição. Com inteligência artificial, machine learning e sistemas de visão, essas máquinas podem tentar manipular até itens que nunca viram antes e aprender com as próprias tentativas.
Também está mudando a maneira de ensinar uma máquina. Recursos de programação simplificada já permitem configurar determinadas tarefas sem exigir conhecimentos aprofundados de código. Em alguns robôs colaborativos, o próprio operador pode movimentar fisicamente o braço da máquina para mostrar o caminho que ela deverá repetir.
Outra parte desse processo pode acontecer antes mesmo de a máquina chegar ao chão de fábrica. Segundo Covi, ferramentas de simulação permitem criar ambientes virtuais para testar e validar operações e, com novas tecnologias, buscar uma reprodução de até 99% do ambiente real.
A evolução também levanta questões que vão muito além da tecnologia. Quanto de autonomia é seguro entregar a uma máquina que age no mundo físico? Por que pequenas e médias empresas ainda encontram barreiras para adotar robôs? E o que acontece com os trabalhadores quando determinadas tarefas passam a ser automatizadas?
Na entrevista, Covi explica que segurança e ergonomia estão entre os motivos que levam empresas a buscar automação e afirma que a robótica começa a se tornar acessível também a operações menores, embora ainda exista a percepção de que esse tipo de tecnologia pertence apenas às grandes indústrias.
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Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer e Paulo Amaral. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Leandro Gomes e a arte da capa é de Erick Teixeira.
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