O celular pode substituir o computador na edição de vídeos?
Por Redação |

Editar um vídeo com qualidade profissional já não significa necessariamente sentar na frente de um computador. Com smartphones mais potentes e ferramentas de inteligência artificial, etapas que antes exigiam equipamentos e conhecimento técnico estão cada vez mais acessíveis pelo celular.
É nesse cenário que a Adobe lança o Premiere para Android. O aplicativo permite editar vídeos do começo ao fim pelo smartphone, com recursos de corte, filtros, melhoria de áudio e ferramentas de inteligência artificial. A exportação pode ser feita em até 4K gratuitamente.
Em entrevista ao Podcast Canaltech, Vitor Gomes, gerente sênior de Marketing de Produtos da Adobe, explicou que a mudança acompanha uma nova geração que já produz conteúdo sem depender do computador.
A versão mobile também aposta em um modelo gratuito para as principais ferramentas de edição, sem anúncios e sem exigir login para começar a usar. A monetização aparece principalmente em recursos de inteligência artificial e armazenamento.
Durante a conversa, Vitor também explicou como o Premiere pretende disputar espaço em um mercado que já conta com ferramentas populares de edição pelo celular, como o CapCut, e falou sobre o papel da IA na rotina de quem trabalha com vídeo.
Para ele, o celular também pode ampliar o acesso à produção profissional, especialmente em mercados como o Brasil, onde comprar um computador de alto desempenho ainda não é uma realidade para todos.
A entrevista ainda aborda privacidade e uma dúvida cada vez mais presente com o avanço da IA: a Adobe usa os vídeos e outros conteúdos criados pelos usuários para treinar seus modelos?
Você também vai conferir: Nvidia cria “freio de mão” para impedir que agentes de IA ultrapassem limites, A antena da Starlink cai para 426 reais e Anúncio suspeito nas redes? Uma nova regra vai permitir consultar o histórico da publicidade paga.
Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Marcelo Fischer. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Yuri Sousa e a arte da capa é de Erick Teixeira.