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O que faz uma região virar um polo de inovação?

Por  Redação  | 

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Eric Mockaitis
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Durante muito tempo, falar de startups e tecnologia no Brasil significava olhar principalmente para os grandes centros econômicos. Mas esse mapa começa a ficar mais diverso, com novos ecossistemas de inovação ganhando espaço em diferentes regiões do país.

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Santa Catarina é um dos exemplos mais consolidados desse movimento. O estado levou cerca de quatro décadas para construir um ecossistema que hoje é referência nacional e tenta levar esse desenvolvimento para além de Florianópolis.

Em entrevista ao Podcast Canaltech, Fábio Wagner Pinto, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, explica que essa trajetória foi construída a partir da colaboração entre empresas, universidades, entidades e poder público.

A estratégia agora passa também por aproveitar as características econômicas de cada região. No oeste catarinense, por exemplo, a força do agronegócio abre espaço para soluções voltadas ao setor. No norte, aparecem áreas como as indústrias metalmecânica e moveleira.

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Para Fábio, políticas públicas podem ajudar a desenvolver novos polos de inovação, desde que estejam conectadas às vocações locais. Outro desafio é aproximar a pesquisa acadêmica dos problemas enfrentados pelas empresas, aumentando as chances de transformar conhecimento em produtos e negócios.

Quando o olhar se amplia para o restante do Brasil, outros sinais de descentralização começam a aparecer.

Rodrigo Soares, presidente do Sebrae Nacional, afirma que a plataforma da entidade já reúne 26 mil startups. Segundo ele, o Nordeste passou da terceira para a segunda posição entre as regiões com maior número de startups dentro da atuação do Sebrae.

No Norte, o executivo destaca 400 startups aceleradas pelo programa Inova Amazônia. Para Soares, esses movimentos mostram que empreendedores de diferentes partes do país começam a encontrar mais oportunidades para desenvolver seus negócios sem depender exclusivamente dos polos tradicionais.

O cenário também acontece em um momento de amadurecimento do mercado brasileiro de startups. Depois de um período marcado por grandes rodadas de investimento e crescimento acelerado, empresas passaram a enfrentar um ambiente de capital mais seletivo e maior cobrança por sustentabilidade dos negócios.

Para o presidente do Sebrae, um dos desafios é ajudar essas empresas a atravessar o chamado “vale da morte”, período em que uma startup ainda precisa provar seu modelo de negócio e conquistar condições para continuar crescendo.

As duas entrevistas foram gravadas durante o Startup Summit 2026, em Florianópolis, evento que reuniu startups, investidores, grandes empresas e delegações internacionais.

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Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Renato Moura, Marcelo Fischer e Bruno de Blasi. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira.