Seu corpo virou senha: o que muda com a biometria palmar?
Por Redação |

Esquecer o cartão de transporte ou ficar sem bateria no celular pode atrapalhar o caminho para casa. Mas e se fosse possível passar pela catraca usando apenas a palma da mão?
Neste episódio do Podcast Canaltech,B recebe Leonardo Araújo, CEO da Biostation, para explicar como funciona a biometria palmar e discutir o que essa tecnologia pode mudar no acesso ao transporte público e a outros serviços.
O sistema apresentado pelo executivo utiliza luz infravermelha para identificar o padrão de veias sob a pele da mão. Depois de um cadastro, essa característica passa a ser usada para reconhecer a pessoa, dispensando a apresentação de um cartão ou celular nos serviços que adotarem a solução.
Segundo Araújo, o reconhecimento acontece em menos de um segundo, o que pode favorecer o embarque em locais de grande circulação. Outro uso discutido é o combate ao empréstimo indevido de cartões de benefícios, já que a identificação fica vinculada ao próprio passageiro.
A praticidade, porém, vem acompanhada de uma pergunta: se uma senha pode ser trocada, o que acontece quando o dado usado para identificar alguém faz parte do corpo?
Na conversa, o executivo apresenta as medidas de proteção adotadas pela empresa e explica por que considera o reconhecimento das veias da mão menos exposto a tentativas de fraude do que outras formas de identificação. O episódio também aborda privacidade, consentimento e os cuidados com o compartilhamento de informações entre diferentes serviços.
Além do transporte, Araújo relata uma aplicação na área da saúde, no Rio de Janeiro. Ele também aponta o cadastro presencial como um dos principais desafios para ampliar o uso da tecnologia: a leitura das veias exige um equipamento específico.
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Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de Leo Muller, Marcelo Fischer. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Vicenzo Varin e a arte da capa é de Erick Teixeira.