Vídeo falso, prejuízo real: como evitar golpes com deepfakes nas eleições
Por Redação |

Você reconhece o rosto, identifica a voz e acredita na mensagem. Mas aquela pessoa pode nunca ter dito o que aparece no vídeo. Com os deepfakes, conteúdos manipulados por inteligência artificial podem usar a imagem de figuras conhecidas para dar credibilidade a golpes financeiros.
No contexto eleitoral, essa armadilha pode aparecer como uma recomendação de investimento, um sorteio ou um suposto pedido de ajuda para uma campanha. O objetivo é levar o usuário a fornecer dados ou transferir dinheiro, aproveitando a confiança que ele deposita na pessoa retratada.
Neste episódio do Podcast Canaltech, Fernanda Santos conversa com Fábio Brodbeck, cofundador e CGO do Grupo OSTEC, sobre como essas fraudes funcionam e quais cuidados ajudam a reconhecer uma abordagem suspeita.
Durante a entrevista, Brodbeck explica como pedidos urgentes e mensagens aparentemente personalizadas podem fazer a vítima agir antes de verificar a informação. Ele também destaca que procurar falhas no rosto ou na voz não basta: a checagem precisa considerar quem publicou, a origem da oferta e o destino do pagamento.
Outro ponto importante é a circulação desses conteúdos em grupos de mensagens. Receber um vídeo de um familiar ou amigo não garante sua autenticidade, porque quem encaminhou também pode ter sido enganado.
A conversa aborda ainda a proteção dos acessos e a preservação de registros para uma investigação caso a pessoa tenha sido vítima.
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Este podcast foi roteirizado e apresentado por Fernanda Santos e contou com reportagens de João Melo, Nathan Vieira e André Magalhães. A trilha sonora é de Guilherme Zomer, a edição de Livia Strazza e a arte da capa é de Erick Teixeira.